O Brasil reconhece oficialmente o legado do Almirante Álvaro Alberto, considerado o “pai da energia nuclear brasileira”. Seu nome foi aprovado e aguarda tramitação no Senado para figurar no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, homenagem concedida a brasileiros e brasileiras que dedicaram suas vidas à soberania e ao progresso nacional. O projeto de lei 4256/2025 foi apresentado pelo Senador Astronauta Marcos Pontes (PL/SP).
Trajetória militar e científica
Nascido em 22 de abril de 1889, no Rio de Janeiro, Álvaro Alberto ingressou na Escola Naval em 1906 e se destacou desde cedo pelo desempenho acadêmico, recebendo o Prêmio Greenhalgh. Sua carreira militar foi marcada por coragem, como na Revolta da Chibata (1910), quando foi gravemente ferido.
Formou-se em Física e Engenharia Geográfica pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro e prosseguiu seus estudos na École Centrale Technique, em Bruxelas. De volta ao Brasil, tornou-se professor de Química dos Explosivos na Escola Naval, onde deixou forte legado acadêmico e científico. Também foi inventor, desenvolvendo explosivos e uma tinta antivegetativa para uso naval.
Contribuições para a ciência e a tecnologia no Brasil
Ao longo de sua carreira, o Almirante consolidou-se como uma das maiores referências da ciência nacional. Na década de 1930, presidiu a Academia Brasileira de Ciências, atuando em prol da valorização da pesquisa científica. Em 1951, apresentou ao então presidente Getúlio Vargas a proposta de criação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do qual foi o primeiro presidente.
Na área estratégica, teve papel central na formulação da Política Nuclear Brasileira, defendendo o acesso soberano às tecnologias sensíveis. Representou o país na Comissão de Energia Atômica da ONU e formulou o Princípio das Compensações Específicas, que previa a troca de minerais estratégicos por tecnologia — medida que fortaleceu a autonomia nacional em negociações internacionais.
Reconhecimento e legado nacional
Promovido a Vice-Almirante em 1955, Álvaro Alberto foi um líder que uniu ciência, soberania e defesa nacional. Em reconhecimento, recebeu diversas homenagens, entre elas a inclusão póstuma na Ordem do Rio Branco, no grau de Grã-Cruz, em 2005.
Sua importância estratégica foi reafirmada quando a Marinha do Brasil batizou o primeiro submarino nuclear brasileiro (SN-BR) com seu nome: Álvaro Alberto. Agora, com a aprovação do projeto de lei, sua trajetória será eternizada no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, depositado no Panteão da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília.
Fonte: Defesa em Foco


Voto aberto já: a transparência é urgente
Messias e o voto secreto no Senado: quando a transparência depende da estratégia
Jovens brasileiros embarcam para torneio mundial de robótica em Houston (EUA)
Senador Astronauta Marcos Pontes e oposição acionam EUA para conceder asilo político a Alexandre Ramagem detido em Orlando
Explorar o espaço é também acreditar nos sonhos
O dia em que provamos que o Brasil pode ir além